As desigualdades de gênero na zona rural brasileira integram o conjunto de outras desigualdades sociais. E são agravadas pelas péssimas condições de vida e de acesso a políticas públicas, principalmente nas regiões pobres do país.
A carência de infra-estrutura nas áreas rurais, por exemplo, atinge em especial as mulheres. Afinal, a casa é um dos espaços mais importantes do trabalho feminino.
Entre 1992 e 2002, melhorou o acesso de domicílios rurais a recursos básicos de infra-estrutura, como água, energia elétrica, coleta de lixo e telefone. Na educação, os índices também são positivos. A taxa de analfabetismo diminuiu e os anos de estudo aumentaram, nas áreas urbanas e rurais.
Os movimentos rurais e de mulheres tiveram papel fundamental na elaboração de políticas públicas voltadas à população rural. Embora nem sempre dirigidas especialmente às mulheres, essas medidas contribuem para atenuar as desigualdades sociais e de gênero no Brasil.