Desde a Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948, a idéia de direitos humanos sofreu modificações e aprimoramentos. A mobilização dos movimentos sociais, como a luta das mulheres, foi fundamental nessa trajetória.
No lugar de um conceito abstrato de humanidade, busca-se reconhecer a diversidade, considerando um conceito plural de sujeitos de direitos (mulheres, crianças, grupos étnicos e raciais).
Assim, nas últimas décadas, a cidadania feminina e as relações de gênero passaram a fazer parte dos debates sobre uma nova concepção dos direitos humanos.
No Brasil, a luta política pelos direitos das mulheres e pela igualdade nas relações de gênero impulsionou a adoção de políticas públicas e leis em campos como saúde sexual e reprodutiva, trabalho, direitos políticos e civis e violência de gênero.
Os direitos de cidadania das mulheres e as condições para seu exercício são questões centrais da democracia, e não apenas questões das mulheres.