A urbanização acelerada no Brasil produz efeitos perversos para grande parte da população. A exclusão social é agravada pela inexistência de uma ampla política urbana que garanta aos cidadãos o acesso a moradia e a bens e serviços de uso coletivo, como transporte, lazer, água, esgoto e coleta de lixo.
As mulheres, em especial as de baixa renda, são as principais vítimas. Assim, as desigualdades de gênero são intensificadas pela inexistência de uma política urbana eficaz.
Apesar dos avanços obtidos depois da Constituição de 1988, ainda há desafios enormes para a materialização dos direitos sociais no Brasil. É imprescindível fortalecer um modelo de política urbana pública que reconheça e incorpore as perspectivas de gênero e cor/raça.